Depois de longa negociação e lavagem interna de roupa suja, a Dançum Se Rasgum Produciones e a Associação Pro Rock fecharam uma parceria inédita e, eu ousaria dizer, histórica para a música paraense. A DSRP se junta à Pro Rock, ao selo Ná Music e ao Movimento Bafafá do Pará num passo decisivo para a criaçao do Forum Paraense de Música Independente, que já tem até data para pré-lançamento. Vai ser no dia 13 de julho, Dia do Rock, com a primeira edição do Bafafá Pro Rock. O local, público, está sendo definido, provavelmente a Praça da República. Várias bandas vão se apresentar. Vamos definir a programação amanhã. Então, eu trago novidades.
Adianto que seminários, mostras artísticas e o festival Se Rasgum vão acontecer como ações integradas este ano do FPMI. O festival também vai ter um "Palco Pro Rock", onde será definido o espaço rock do evento, este ano aberto a várias linguagens artísticas.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Nordestino paraense 2

Aprendi mais sobre Ary Lobo. A começar pela grafia correta do nome artístico do cantor e compositor paraense. É com "y" e não com "i" como foi postado anteriormente. Ele nasceu em 1930 e foi batizado Gabriel Eusébio dos Santos Lobo. Saiu de Belém para afirmar-se nacionalmente (nas décadas de 50/60) a partir do Rio de Janeiro. O nome "americanizado" era quase uma concessão inevitável ao sucesso naquela época.
Os discos prometidos pelo titã Charles Gavin foram, sim, lançados, pela Sony/BMG. São cinco e você dificilmente vai encontrá-los em Belém. Mas pode pedir pela internet na Livraria Cultura, por indicação de Cincinato. Allan, também do Quaderna, dá mais dicas no comentário do post anterior. Obrigado aos dois pela apresentação de sábado e pelo CD do Quaderna que ganhei, que vem com um libreto farto de informações sobre a migração nordestina para a Amazônia.
De acordo com o Dicionário da MPB, citado no encarte do CD, Ary Lobo é precursor do "Manguebeat", com a gravação de "Vendedor de Caranguejo", de Gordurinha. Sabe qual é?! Gilberto Gil já regravou e diz assim:
Caranguejo-uçá
Caranguejo uçá
Apanho ele na lama
E ponho no meu caçuá
...
Foto do blog Forró em Vinil.
Caranguejo-uçá
Caranguejo uçá
Apanho ele na lama
E ponho no meu caçuá
...
Foto do blog Forró em Vinil.
Elas

Post em homenagem às minhas amigas Sammliz e Marisa Brito, que estão em Sampa. Saudades. As duas foram mui importantes em um momento difícil. Grandes amigas, grandes pequenas cantoras. Essa foto foi feita em 2003, eu acho. Eu trabalhava na Secretaria Estadual de Educação, e fiz essa foto com uma Mavica que salvava as fotos em disquete, em baixa resolução. Foi depois do trabalho, quando fui assistir ao show "Elas", em homenagem ao dia da mulher, no Teatro da Estação Gasômetro.
sábado, 28 de junho de 2008
Cirurgia pop de poesia
O poema postado abaixo foi musicado por Vitor Ramil e gravado pela primeira vez em "Longes", de 2004. A canção foi regravada no álbum mais recente do compositor gaúcho, o imediantamente posterior "Satolep - SambaTown" (em parceria com o percussionista Marcos Suzano), lançado no ano passado pelo selo MPB da Universal Music. Foi o primeiro disco do cantor distribuído por uma major desde 1987, quando saiu "Tango", pela EMI.
Vitor Ramil estreou aos 18 anos em 1981 com "Estrela, estrela" (Polygram), cuja faixa título foi um grande sucesso e teve até hoje várias regravações, de Gal Costa, ainda nos anos 80, a Maria Rita, neste século. Antes de "Tango", seu terceiro e talvez mais cultuado disco (principalmente pela versão dylanesca Joquim e pela militante Loucos de Cara), ele ainda lançou "A Paixão de V segundo ele próprio" (Som Livre/RBS, 1984).
Depois de 1987, Vitor sumiu de vista do Grande Brasil e, fixando residência no Rio de Janeiro, se dedicou a shows e sabe-se mais a quê. Talvez ao amadurecimento de sua literatura. Atravessou um período de transição econômica e deve ter sofrido as agruras do mercado. Só voltou a lançar disco em 1995, oito anos depois. "À beça" saiu encartado na revista Capacete, de Porto Alegre, ao mesmo tempo em que ele lançava-se na litaratura com "Pequod". O disco tornou-se logo conhecido dos cultuadores de Vitor mas teve somente 3 mil cópias lançadas. A master dele foi perdida, impossibilitando assim seu relançamento.
"À beça" externou os primeiros estudos do que o compositor viria a definir como "Estética do frio". Voltou-se do centro econômico do País, onde certamente enfrentou dificuldades para afirmar sua arte rebuscada para os padrões comerciais, para o Sul, e iniciou sua transição para a gerência de seus negócios artísticos de forma independente. O disco posterior, "Ramilonga" (1997), já saiu com a marca do selo independente Satolep Discos, referência anagramática a sua cidade natal, Pelotas, contida já no disco de 1981.
"Ramilonga" reverencia a cultura regional riograndense e sai financiado pelo Fumproarte, da prefeitura de Porto Alegre. Foi também o último disco, numa série ininterrupta, que traz sua aura de "obra-de-arte pop contemporânea" imaculada (se é que se pode ter tal definição como algo imaculado!!).
"Tambog", de 2000, traz regravações dos discos "Estrela, estrela" e "À beça" juntamente com músicas inéditas. Ainda que seja um disco de unidade conceitual como todos os de Vitor, ele traz essa característica marcada fortemente pelo marketing: tornar públicas canções marcantes tanto para a trajetória do artista quando para seu público. Dos três primeiros discos de Vitor por gravadoras grandes, os direitos autorais de dois deles ("Tango" e "A Paixão de V...") foram recuperados pelo artista e relançados pelo selo Satolep Discos. Mas "Estrela, estrela" continua inédito em CD até hoje. E "À beça" não pode ser relançado porque, como eu disse, se perdeu. "Eu não poderia deixar para trás uma canção como 'À beça', que é tão importante na minha produção e define minha arte", disse Vitor a mim por ocasião do lançamento de Tambong em Belém, anos atrás quando eu era repórter de O Liberal.
"Longes", lançado em 2004, retoma o conceito e a pureza da obra única, apenas com músicas inéditas. O belíssimo disco traz a primeira versão de "A word is dead", de apenas 45 segundos; reforça a estética do frio com canções de melancólia serena; reverencia e contradiz Chico Buarque em "De Banda" e aproxima mais uma vez a música da literatura.
Com Satolep - SambaTown, Vitor volta a pender para o lado pop novamente, regravando canções com a levada rítmica de Marcos Suzano, que se tornou quase uma grife na MPB pop de Lenine e Paulinho Moska. Há uma estratégia clara nisso: o primeiro disco distribuído por uma multinacional tem muito mais condições de popularizar músicas marcantes e provocar a curiosidade dos neófitos sobre a discografia anterior do compositor. "A ilusão da casa" (inédita de Tambong) e "Café da Manhã" (de À beça) estão no disco em versões mais palatáveis. "A word is dead" deixou de ser uma vinheta poética de impacto certeiro ao ouvido treinado apenas para se tornar quase um refrão de 1:30 minuto, fácil de cantarolar e decorar já na repetição dos versos.
Vitor segue assim em sua fase independente: alternando obras complexas e densas com lançamentos um pouco mais comerciais, aproveitando o máximo de sua rica produção. O faz de maneira justa e honesta pois seu texto é superior a quase tudo que se encontra no mainstream da MPB contemporânea, que lança a cada ano grandes projetos caça-níqueis, de Maria Rita a Seu Jorge. Transformar a profundidade cirurgica de Emily Dickson em algo pop é, no mínimo, admirável.
Vitor Ramil estreou aos 18 anos em 1981 com "Estrela, estrela" (Polygram), cuja faixa título foi um grande sucesso e teve até hoje várias regravações, de Gal Costa, ainda nos anos 80, a Maria Rita, neste século. Antes de "Tango", seu terceiro e talvez mais cultuado disco (principalmente pela versão dylanesca Joquim e pela militante Loucos de Cara), ele ainda lançou "A Paixão de V segundo ele próprio" (Som Livre/RBS, 1984).
Depois de 1987, Vitor sumiu de vista do Grande Brasil e, fixando residência no Rio de Janeiro, se dedicou a shows e sabe-se mais a quê. Talvez ao amadurecimento de sua literatura. Atravessou um período de transição econômica e deve ter sofrido as agruras do mercado. Só voltou a lançar disco em 1995, oito anos depois. "À beça" saiu encartado na revista Capacete, de Porto Alegre, ao mesmo tempo em que ele lançava-se na litaratura com "Pequod". O disco tornou-se logo conhecido dos cultuadores de Vitor mas teve somente 3 mil cópias lançadas. A master dele foi perdida, impossibilitando assim seu relançamento.
"À beça" externou os primeiros estudos do que o compositor viria a definir como "Estética do frio". Voltou-se do centro econômico do País, onde certamente enfrentou dificuldades para afirmar sua arte rebuscada para os padrões comerciais, para o Sul, e iniciou sua transição para a gerência de seus negócios artísticos de forma independente. O disco posterior, "Ramilonga" (1997), já saiu com a marca do selo independente Satolep Discos, referência anagramática a sua cidade natal, Pelotas, contida já no disco de 1981.
"Ramilonga" reverencia a cultura regional riograndense e sai financiado pelo Fumproarte, da prefeitura de Porto Alegre. Foi também o último disco, numa série ininterrupta, que traz sua aura de "obra-de-arte pop contemporânea" imaculada (se é que se pode ter tal definição como algo imaculado!!).
"Tambog", de 2000, traz regravações dos discos "Estrela, estrela" e "À beça" juntamente com músicas inéditas. Ainda que seja um disco de unidade conceitual como todos os de Vitor, ele traz essa característica marcada fortemente pelo marketing: tornar públicas canções marcantes tanto para a trajetória do artista quando para seu público. Dos três primeiros discos de Vitor por gravadoras grandes, os direitos autorais de dois deles ("Tango" e "A Paixão de V...") foram recuperados pelo artista e relançados pelo selo Satolep Discos. Mas "Estrela, estrela" continua inédito em CD até hoje. E "À beça" não pode ser relançado porque, como eu disse, se perdeu. "Eu não poderia deixar para trás uma canção como 'À beça', que é tão importante na minha produção e define minha arte", disse Vitor a mim por ocasião do lançamento de Tambong em Belém, anos atrás quando eu era repórter de O Liberal.
"Longes", lançado em 2004, retoma o conceito e a pureza da obra única, apenas com músicas inéditas. O belíssimo disco traz a primeira versão de "A word is dead", de apenas 45 segundos; reforça a estética do frio com canções de melancólia serena; reverencia e contradiz Chico Buarque em "De Banda" e aproxima mais uma vez a música da literatura.
Com Satolep - SambaTown, Vitor volta a pender para o lado pop novamente, regravando canções com a levada rítmica de Marcos Suzano, que se tornou quase uma grife na MPB pop de Lenine e Paulinho Moska. Há uma estratégia clara nisso: o primeiro disco distribuído por uma multinacional tem muito mais condições de popularizar músicas marcantes e provocar a curiosidade dos neófitos sobre a discografia anterior do compositor. "A ilusão da casa" (inédita de Tambong) e "Café da Manhã" (de À beça) estão no disco em versões mais palatáveis. "A word is dead" deixou de ser uma vinheta poética de impacto certeiro ao ouvido treinado apenas para se tornar quase um refrão de 1:30 minuto, fácil de cantarolar e decorar já na repetição dos versos.
Vitor segue assim em sua fase independente: alternando obras complexas e densas com lançamentos um pouco mais comerciais, aproveitando o máximo de sua rica produção. O faz de maneira justa e honesta pois seu texto é superior a quase tudo que se encontra no mainstream da MPB contemporânea, que lança a cada ano grandes projetos caça-níqueis, de Maria Rita a Seu Jorge. Transformar a profundidade cirurgica de Emily Dickson em algo pop é, no mínimo, admirável.
A word is dead*
A word is dead
When it is said
Some say
I say
It just begins
To live
That day
*Belíssimo poema de Emily Dickson musicado por Vitor Ramil.
Tradução livre: "uma palavra morre / quando é dita / dizem / eu digo que / ela apenas começa / a viver / naquele instante"
When it is said
Some say
I say
It just begins
To live
That day
*Belíssimo poema de Emily Dickson musicado por Vitor Ramil.
Tradução livre: "uma palavra morre / quando é dita / dizem / eu digo que / ela apenas começa / a viver / naquele instante"
terça-feira, 24 de junho de 2008
Ganhou, levou?!
Alex, baixista e um dos vocalistas dos Destruidores de Tóquio, acabou de ligar para dar a boa notícia. A banda paraense de Capanema ficou entre as cinco primeiras mais votadas no concurso de bandas da gravadora independente Peligro e do site Trama Virtual. Agradeço a quem votou motivado pelas solicitações do blog.
Mas, como eu já estou acostumado, toda boa notícia de projeção de uma banda paraense vem seguida de um "porém". Nesse caso, é o fato dos garotos terem que bancar as passagens para São Paulo para participar de uma das festas que vão acontecer durante todas as quintas-feiras de julho na descoladíssima e alternativa casa de shows Milo Garage. Vão ganhar cachê, mas certamente não paga as passagens.
Depois, provavelmente, terão que pagar as passagens para participar do Goiânia Noise. Tem sido sempre assim. Mas, por que tem que ser assim? Os caras ganharam um concurso que serve para promover a publicidade que paga o site! Não seria um gasto fora dos padrões de orçamentos de projetos desse tipo. Mas, enfim, como o DDT não vai mudar isso sozinho, alguém que se habilite a dar o apoio que eles precisam no momento?
Mas, como eu já estou acostumado, toda boa notícia de projeção de uma banda paraense vem seguida de um "porém". Nesse caso, é o fato dos garotos terem que bancar as passagens para São Paulo para participar de uma das festas que vão acontecer durante todas as quintas-feiras de julho na descoladíssima e alternativa casa de shows Milo Garage. Vão ganhar cachê, mas certamente não paga as passagens.
Depois, provavelmente, terão que pagar as passagens para participar do Goiânia Noise. Tem sido sempre assim. Mas, por que tem que ser assim? Os caras ganharam um concurso que serve para promover a publicidade que paga o site! Não seria um gasto fora dos padrões de orçamentos de projetos desse tipo. Mas, enfim, como o DDT não vai mudar isso sozinho, alguém que se habilite a dar o apoio que eles precisam no momento?
Nordestino paraense
Nos anos 1990, os Titãs ficaram muito famosos por suas atividades individuais. Discos solos, participações em filmes. O baterista Charles Gavin ganhou notoriedade por revirar os arquivos da Warner e reconduzir das sombras à luz clássicos ou obscuros discos da música popular brasileira que só haviam saído, até então, em vinil. Foi no início deste século já que trocamos algumas palavras sobre música nos corredores do Yamada TIM Festival (2004). Atencioso, Gavin recebeu o disco do Norman Bates e contou sobre o seu último projeto: relançar seis discos do compositor paraense Ari Lobo.
Foi desconcertante para mim não saber de quem se tratava. Mas o titã não se espantou. “Quase ninguém conhece, tá vendo? Nem você! Mas vão conhecer depois do lançamento desses discos”, disse ele, empolgado com a descoberta.
Naturalmente, fui pesquisar sobre Ari Lobo e escrevi uma reportagem no Diário do Pará, dando em primeira mão a notícia do trabalho do titã. Mas os anos passaram e eu não vi os tais discos. Não sei o que aconteceu. É difícil saber. Podem ter sido lançados sem promoção e com distribuição irregular. Ou o projeto pode ter sido abortado por falta de perspectiva de retorno de vendas, coisa muito comum na indústria. Talvez não valesse a pena recuperar a imagem de um compositor obscuro do Norte do país, que as pessoas achavam que era nordestino pelo cantar.
Fiquei assim: sabendo da existência e um pouco da história de Ari Lobo, mas desconhecendo ainda a música dele. Até na semana retrasada, quando ouvi na Rádio Cultura uma entrevista com os músicos do grupo Quaderna, que, pelo que entendi das palavras de Cincinato Marques, idealizador do projeto, pretende resgatar a influência nordestina na música paraense. O Quaderna interpreta canções de compositores como Ari Lobo e canta suas próprias canções, feitas sob a influência da pesquisa da música popular paraense. O trabalho é muito refinado, com performances vocais belíssimas.
O Quaderna tocou ao vivo na rádio uma ou duas músicas de Ari Lobo. Foi muito pouco, mas mesmo o ouvido menos experimentado pode percerber a riqueza na produção autoral do compositor. Entendi logo o entusiamo do titã.
No final de semana passada, quando os Titãs estiveram tocando no Hangar, em Belém, tentei até entrevistar o baterista para saber o que acontecera com o "Projeto Ari Lobo” e para, talvez, saber o que ele achara do disco do Norman Bates. Depois de me decepcionar um pouco com a performance da banda no palco, minha tentativa de aproximação acabou sendo desmotivada.
Foi desconcertante para mim não saber de quem se tratava. Mas o titã não se espantou. “Quase ninguém conhece, tá vendo? Nem você! Mas vão conhecer depois do lançamento desses discos”, disse ele, empolgado com a descoberta.
Naturalmente, fui pesquisar sobre Ari Lobo e escrevi uma reportagem no Diário do Pará, dando em primeira mão a notícia do trabalho do titã. Mas os anos passaram e eu não vi os tais discos. Não sei o que aconteceu. É difícil saber. Podem ter sido lançados sem promoção e com distribuição irregular. Ou o projeto pode ter sido abortado por falta de perspectiva de retorno de vendas, coisa muito comum na indústria. Talvez não valesse a pena recuperar a imagem de um compositor obscuro do Norte do país, que as pessoas achavam que era nordestino pelo cantar.
Fiquei assim: sabendo da existência e um pouco da história de Ari Lobo, mas desconhecendo ainda a música dele. Até na semana retrasada, quando ouvi na Rádio Cultura uma entrevista com os músicos do grupo Quaderna, que, pelo que entendi das palavras de Cincinato Marques, idealizador do projeto, pretende resgatar a influência nordestina na música paraense. O Quaderna interpreta canções de compositores como Ari Lobo e canta suas próprias canções, feitas sob a influência da pesquisa da música popular paraense. O trabalho é muito refinado, com performances vocais belíssimas.
O Quaderna tocou ao vivo na rádio uma ou duas músicas de Ari Lobo. Foi muito pouco, mas mesmo o ouvido menos experimentado pode percerber a riqueza na produção autoral do compositor. Entendi logo o entusiamo do titã.
No final de semana passada, quando os Titãs estiveram tocando no Hangar, em Belém, tentei até entrevistar o baterista para saber o que acontecera com o "Projeto Ari Lobo” e para, talvez, saber o que ele achara do disco do Norman Bates. Depois de me decepcionar um pouco com a performance da banda no palco, minha tentativa de aproximação acabou sendo desmotivada.
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