sexta-feira, 30 de julho de 2010

Final de semana ao som do reggae e do mar


Bris Zaboa agitando a rapaziada em Algodoal

Neste final de semana, quem estiver em Algodoal, vai poder presenciar o Projeto Iara Raiz, que reune musica e consciência ambiental na praia da Princesa. Ao longo desse mês o projeto abriu espaço para novas bandas como Cristal News, além das atrações da casa (banda Bris Zaboa, Rand Frank e DJ Vitor Pedra) marcaram presença bandas Reggaetown, e os DJs Alex Roots do Projeto vinil, Marcio Tijolada, DJ Pablo Vibration, do programa Radiola Unama FM, Kenedy, da rádio web Jamaica Brasileira, entre outros. Direto do Maranhão DJ Marcus Vinícius da Caravana Itamarati.
Para esta sexta e sábado,31, o espaço cultural Rota do Lago, local onde acontece a programação aguarda os maranhenses da banda Raiz Tribal, e as bandas de Castanhal Jaafareggae e Yemanjah. Se você tiver a caminho, aproveita.
O projeto Iara Raiz tem apoio cultural da Loja Bali Surf.

Ouça:
Programa Sintonia do Reggae na Rádio www.gilvanroots.com
Programa Cultura Reggae Todo Sábado Às 18h Na Radio Cultura FM 93.7 Mhz
Ouça ao vivo pelo www.portalcultura.com.Br
Programa Reggae Vibration, todo sábado às 15h na Radio Metropolitana FM 94,3 Mhz.
Programa Radiola Unama. Todo Sábado às 14h Na 105.5 Mhz

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Madame Saatan com a língua nos dentes

Madame Saatan em registro de Mari Chiba

A banda Madame Saatan trabalha na pré-produção do seu segundo disco, que ainda não tem nome. Sondando a banda, o blog conseguiu algumas informações preciosas sobre o disco.
O produtor Paulo Anhaia é quem cuida dos timbres e da formatação das novas músicas ao lado da banda. Anhaia veio de bandas pesadas, tocou em uma banda de thrash chamada Monster, e trabalhou durante 13 anos com Rick Bonadio. Produziu alguns desses discos de bandas como Charlie Brown Jr, NXzero, Fresno, entre outras bandas pesadas, e outras de outros estilos.
O cara ganhou dois Grammy por alguns desses trampos. É Paulo Anhaia que está ajudando a descobrir timbres mais clássicos para a banda e descobrir novos rumos. Segundo a vocalista Sammliz, Anhaia tem ajudado a banda a se livrar de fórmulas pré-concebidas. A produção de Anhaia ajuda a descobrir novos caminhos.
Nem todas as músicas estão completas. Mas pode-se dizer que o conceito do disco já está traçado. “Ele tem nossas referências da terra, mas está mais urbano, mais cinza. Pesado. As letras falam de mudança, destino e traz as simbologias que representam isso. Água, por exemplo. É um CD líquido”, diz a vocalista.
De quebra o disco traz um bônus, uma canção que foge um pouco a esse conceito. Aqui ficamos na expectativa por mais esse lançamento da música pesada paraense. O disco tem patrocínio do Governo do Estado do Pará, através da Lei Semear, com iniciativa do projeto Conexão Vico, e ainda não tem data pra sair.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A redenção de um conjunto de rock



Vou ficar
Como sempre invisível
Nunca mais
Nada foi tão incrível
“Epilogo: outro dia” – Stereoscope


O que é a magia de ser uma banda, ou melhor, um conjunto de rock? Sonho que seduziu e continua a seduzir milhões de jovens pelo mundo a fora. Muita gente já deu muitas explicações, científicas, sociológicas ou antropológicas para o que leva jovens se juntarem em torno de alguns instrumentos, alguns acordes e algumas canções, às vezes toscas, às vezes geniais.

Chamar a atenção das garotas, ganhar dinheiro, provar aos pais que você pode, sim, ser alguém na vida fazendo apenas o que quer fazer, divertir-se e fazer parte de uma gangue, de um grupo social, ou nem tão social assim. Todos esses são motivos muito plausíveis para se montar um conjunto de rock. As canções, às vezes, ficam em segundo plano.

Sem ter a pretensão de responder a todas essas questões, mas com alguma ambição nesse sentido a banda paraense Stereoscope fez “Conjunto de rock”, álbum lançado este ano pelo selo Senhor F Discos, de Brasília, produzido por Philippe Seabra, da Plebe Rude.

O disco de Jack Nilson, Marcelo Nazareth, Ricardo Maradei e Daniel Pinheiro, de muitas formas, como eles próprios admitem, é meio tosco (lo fi?!), genial e desconcertantemente sincero. Os caras se concentraram em fazer um álbum conceitual sobre algo tão “banal” quanto ser um conjunto de rock. Não deveria ser alvo para a dialética marxiana ou qualquer existencialismo nietzschiano, mas é de tal importância para milhares de jovens, principalmente aqueles que chegam aos 36 sem ter concretizado o sonho de ser famoso e rico com uma guitarra pendurada entre os ombros.

O disco do Stereoscope é um tanto nostálgico, um tanto existencialista, mas acima de tudo é um bom disco de rock. Um subproduto?! Talvez. Mas nem tanto. Até um tempo atrás apenas excêntricos, famosos e endinheirados artistas poderiam fazer algo parecido. Hoje o rock é produto da aldeia global. Tem rock em Istambul e por que não em Belém do Pará?!

Na medida errada da humildade e da excentricidade dos novos roqueiros “Conjunto de rock” não supera o disco de estréia “Radio 2000” (2004) mas está um passo a frente do ainda incompreendido “O Grande Passeio do Stereoscope” (2007). Tem grandes momentos de inspiração.

O dilema de tocar em uma banda de rock está presente desde a primeira faixa, em que Ricardo Maradei questiona a “sua” ocupação, “sua” profissão. Um herói escondido, ou disfarçado, como o personagem Clark Kent, que empresta seu nome ao título da música. Jack Nilson parece completar o raciocínio do parceiro em “A doce vida”: “todo mundo que ser um alguém especial, igual se vê na TV e que não se crê”.

Pela qualidade das canções, essa não seria a melhor ordem de apresentação, há músicas melhores que qualquer produtor “forçaria a barra” para colocar como primeira faixa. O disco parece contar uma história linear, a partir do entendimento do dilema existencial de ser roqueiro aos 30 e poucos anos. Nisso, ponto para Philippe Seabra, que deixou os meninos a vontade.

Após a instrumental “Prólogo: fim da linha”, os temas prosseguem. “Pobre menino rico” e “O Rei sozinho” parecem revelar uma sinceridade atordoante sobre a excentricidade de qualquer jovem que aspira a ser um rockstar. “O Rei Sozinho” é de longe uma das três melhores canções do disco. A outra é a faixa título, com a sua claque de meninas gritando enquanto Jack Nilson canta “Se você quiser montar um conjunto de rock / posso te ensinar uns acordes, é só emprestar de alguém um violão / tem que providenciar umas boas gravações / e maltratar uns corações (...)”.

É uma ironia, mas é a mais verdadeira das verdades fúteis de ser um conjunto de rock.
“Canção que não toca no rádio” reclama do padrão que ao mesmo tempo propicia que qualquer um possa ter uma banda de rock e exclui os fora dos padrões do showbusiness. Padrões muitas vezes difíceis para “uma banda latino americana do extremo norte do Brasil com nome em inglês, mas que escreve, pensa, toca e canta em português”, como escreve Nilson em uma das capas internas do disco.

As ironias, os reclames, os dilemas continuam, confrontando o descompromisso que a empreitada exige: “O louco”, “36 anos”, “Serenata pequeno-burguesa”, “De volta a central do Brasil”, “Gran Festival II”, que Maradei alega ter composto apenas para completar as 12 canções do disco. O “Epilógo: Outro Dia”, com cara de epíteto, encerra uma jornada incrível. Parece uma despedida. A despedida de jovens que deixam de ser jovens, que chegam à maioridade de maneira nostálgica, mas sem rancor. Afinal, como diz a letra: “Só assim fui atrás alcançar o que ninguém acreditou”.

O sonho acabou?! Poderia ser a redenção, mas os sonhos são bem mais complicados de realizar quando são ditados pelo showbusiness. E provavelmente o disco do Stereoscope vai ser menos percebido do que merece.

Mas deixo uma ultima observação. Antigamente, as bandas de rock, além de ganhar garotas, dinheiros e carrões, também queriam mudar o mundo.

domingo, 25 de julho de 2010

Linha Reta

Em linha reta (Deixa viver) by nicobates
Jingle que compus em 2007 para a Campanha Nacional de Trânsito do Dentran-PA. A gravação e produção é de Joel Melo (Suzana Flag), a voz é de Giovani Vilacorta (Norman Bates) e a locução é de Sammliz (Madame Saatan).

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Registros: Conexão Vivo



Kamila encontrou alguns registros de Renato Reis para o Conexão Vivo. Acima Lia Sophia, Alex Antunes, Kuru Lima, Juca Culatra, eu e Gláfira Lobo, entre outros durante a palestra no IAP. Abaixo o encontro emocionante e encantador de Nina Becker e Gaby Amarantos, que é muito mais do que a Beyonce paraense.

Show preferido

Comentei aqui que um dos momentos mais legais do Conexão Vivo em Belém foi o show da Nina Becker em que ela tocou a versão de May This Be Love, de Jimi Hendrix, e dividiu os vocais com a Gaby Amarantos. Parece que pra ela também foi especial. Tanto que ela citou o show como o melhor que já fez em sua carreira até aqui, em uma curta entrevista à revista Billboard Brasil deste mês. Alguém tem uma foto desse show para postar aqui?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Te comporta menina


Mais uma temporada em julho para quem não tem opção na quinta-feira do verão. Dessa vez com produção do Baladas VIP.net de Marcelo ADM. O som começa as 22h e este poster vai discotecar por lá. Confira!!