sábado, 8 de novembro de 2008

Papel em branco

Vladimir Cunha sempre gostou de aparecer com suas opiniões espetacularmente polêmicas. Desde tempos de O Liberal, quando escolheu como alvo a produção de jovens bandas de rock autorais muito fáceis de ridicularizar em seu estilo. Poderia ter feito o mesmo com o tecnobrega, mas descobriu aí um nicho que rende uma conta bancária com muitos digitos, segundo ele próprio. Enquanto a maioria dos rockers estão na dureza, o tecnobrega já lhe rendeu várias matérias em revistas nacionais, um documentário hypado mesmo antes de sair e programas para a Globo, entre muitos outros trabalhos. Em desacordo com a declaração dele na revista Rolling Stone de outubro, mandei a carta do post anterior aos editores da revista. Tenho recebido muitas menifestações de solidariedade, mas nenhum comentário no blog. Talvez por medo de represálias futuras. Eu, por minha vez, considero legítimo o direito republicano de opinar, e como leitor da revista, e parte da cena roqueira da cidade, de defender manifestações rasas de pensamento como esta. Não é para tanto estardalhaço, mas vale o registro. Chega se deixar passar em branco.

Para quem não achou a resenha on line e não quis comprar a revista, reproduzo:

III Festival Se Rasgum
Festival Paraense chega a terceira edição com estilos variados

Sem o "rock" no nome, o festival Se Rasgum chegou a sua terceira edição. E dessa vez com uma programação bem mais interessante do que a de seus anos anteriores. Mérito da curadoria do festival, que apostou na diversidade. No mesmo palco, o rap com samples de brega e música caribenha do Sequestrodamente e o messianismo GLS do Montage, que literalmente levou às lágrimas a ala gay do público. A ingenuidade charmosa do grupo macapaense Minibox Lunar, com um cruzamento improvável, ainda que um pouco frouxo, de Jefferson Airplane e Banda Calypso; e o rock pós-punk da Plebe Rude. Ou ainda a nova MPB de Wado, Banda do Amor e Curumim, o show mais esperado do segudo dia do festival. E se teve algo a ser comemorado neste terceiro Se Rasgum foi a impressão de que Belém do Pará talvez esteja descobrindo que não tem vocação para o rock. O que é bom. Não fosse isso talvez os indies não tivessem dançado juntinhos durante o show tecnobrega do DJ Malukinho, feito rodas de carimbó durante a apresentação de Os Caçulas da Vila ou descoberto o quanto pode ser pop a surf music de palafita do grupo Metaleiras da Amazônia, apesar do guitarrista presepeiro, um dos grupos locais mais interessantes do festival. Aos poucos, o rock paraense, esse zumbi que ainda se arrasta pelos subterrâneos da cidade, vai dando lugar a sonoridades e misturas bem mais interessantes. Ainda bem.

29 comentários:

Anônimo disse...

Ai, que raiva desse homem!!
Esse tal de Wladimir é de Belém pelo menos? Ele e tao desconhecido por mim, quanto ele, ao rock paraense... affff...

No minimo, um frustado, por nao conseguir ganhar dinheiro (como agora, escrevendo mediocidades) fazendo matérias porradas sobre o rock daqui.

Deprimente.

Thiago Viana disse...

Nicolau,
em relação aos comentários, acho que eles são completamentes dispensáveis nesta ocasião... apenas reforço a máxima do descompromisso que diz "resenha é resenha, então pronto". É uma pena que um espaço como este - Rolling Stones - tenha sido usado para tamanha infelicidade.

Edgar Matos disse...

Elielton,

Me admiro de você se sentir ofendido com uma matéria dessas que expressa a opinião de um simples jornalista.

Você nunca teve "papas na língua" para desabafar sobre suas fortes opiniões, as mesmas que também denegriram a imagem de diversas bandas das quais você não julgava legal.

Lembro-me em sua coluna no jornal Diário do Pará que você falou mal sobre a banda Mosaico de Ravena, sem nem se quer ligar aos fatos históricos que precediam tal pleito. Lembro-me das suas brigas homéricas na comunidade do Se Rasgum, festival que abriu as pernas pra você e hoje também compartilha de suas idéias, comunga na sua cartilha.

Lembro-me ainda mais dos seus discursos que ouvi por diversas vezes nas plenárias do Fórum de Música, encontros na Secult, IAP, campanhas políticas e qualquer outro espaço que franquearam a palavra.

Você nunca teve problemas em defender o que você, apenas você pensa, falando mal de tudo que é contrário ao que você rotula como Movimento Equatorial, mas que na verdade é um movimento que se apóia em ações coletivas em prol do eu mesmo, do que eu acho legal, do que me interessa e do que um dia possa vir a me render alguma coisa.

Grande jornalista, vulgo Nicolau, que nem usa seu nome com medo de que o chamem do realmente esse és - AMADOR.

Que vistam-se as carapuças, também não concordamos com que o tal jornalista escreveu, mas não é por isso que iremos difamar a tal pessoa para que, assim, só assim, acreditem que existe rock de qualidade no Pará!

Se é que existe.

Jéssica disse...

É por isso que não comprar a Rolling Stone não faz diferença.
É por isso que não leio críticas.
Só quem vive os fatos pode falar deles com mais propriedade.
Não estou comprando briga de niguém e sim tentando abafar uma discussão infundada, cheia de personagens tendenciosos.
E é por isso que digo que o hit do momento é o tal do "quadrado", que até o Lenine já dançou.

Renato M disse...

Vladmir quem?

Sim, nós somos zumbis, e adoramos devorar miolo-mole, pois estes são mais fáceis de mastigar, hehehe

Brincadeiras a parte, concordo com UMA idéia do texto acima do Edgar. Isso foi só uma resenha, entre tantas. Eu acho que ele falou só pra polemizar, APARECER, mas quem sou eu pra dizer? Não estou na cabeça do cara. E sinceramente, não quero saber.

Nós vamos crescer quando pararmos de cuspir pra cima. Precisamos acreditar no material que temos aqui (sem cegueira!) para que o resto do país acredite também.

Valeu por partilhar esse texto conosco. No mínimo serviu pra "peneirar", saber a quem dar credibilidade pelo que escreve e quem não merece uma linha da nossa atenção.

Braços!

- Renato Menezes, MALACHAI.

Nicolau Amador disse...

Caro, Edgar,
ou seja lá qual for o seu nome.
Vc sabe muito a meu respeito e eu sei muito pouco a seu. Qualquer um domine o oficio de escrever e de expor argumentos, sabe, potencialmente, manipular. Com o tempo isso se torna não uma questão ténica mas ética. Esta última tem sido a minha opção. Não se pode dizer o mesmo de você, que usa o post e a polemica em questão como pano de fundo para me atacar. Vc é próximo e me conhece. Não deveria se esconder se fosse bem intencionado. É o que sei a seu respeito. Vamos nos ater aos fatos.
Em primeiro lugar, não vim aqui para difamar ninguém. O embate de opinião prescinde de qualquer ofensa pessoal que saia do que estamos tratando. Conheço o fabricador de frases feitas há muitos anos, fui e ainda me considero amigo dele. Me ajudou a conhecer muito sobre rock e literatura. Penso que ele tem todo o direito de ganhar o dinheiro dele da melhor forma, honesta, possível. Podia ter deixado o rock de lado e se ater às "misturas mais interessantes".
Em segundo lugar, eu critiquei muitas bandas, em algumas resenhas cheguei a ter um estilo próximo do que o Vlad emprega por vezes. Algumas bandas foram injustiçadas como o Caustic, que era uma ótima banda mas que sofreu preconceito por cantar em ingles. Errei com o Zona Rural e com o Stress, mas não lembro de nada que desabonasse a trajetória do Mosaico de Ravena, que sempre admirei.
De qualquer forma, tenho humildade pra ouvir o que os outros dizem. Deixei de querer ver os artistas fazendo o que eu "achava legal" quando o Renato Torres me disse certa vez que uma cena não se auto-decreta - nem por decreto do fabricador de frases feitas. A crítica tem um papel fundamental para o desenvolvimento artístico. Mas não existem santos nessa terra. Meu pai, que é espírita, diz que neste mundo só existem os santos decretados pelo Vaticano.
Às vezes, a gente erra, às vezes, acerta.
Como artista eu prefiro mil vezes errar, porque aprendi que o artista tem licença pra errar. Como jornalista também errei, mas sou persistente na tentativas de acertar.
Se o seu médico erra, ou se o seu advogado erra, você está em maus lençois. Se jornalistas, que podem se supor capazes de fazer melhor erram no "ensaio", é um problema, não cumpre seu papel, que é muito simples.
Por outro lado, se o seu ídolo erra certamente você vai ter, no mínimo, uma boa lição para aprender, sem ter que sofrer as consequencias materiais desse erro. Eu aprendo, e continuo aprendendo. Espero ensinar algo também. Os artistas precisam acertar mais, mas, na minha opinião, isso se dá no mundo real. Não nas subjetivações da arte. Artistas, fora das suas elocubrações e subjetivações, são cidadãos comuns. Todos somos.
Por fim, sua piada sobre o meu "amadorismo" é velha e desgastada. E nunca me ofendeu. Eu prefiro ser amador, meu caro. E sou cada vez melhor no que faço porque o faço com amor, pois este é o significado real da palavra.
Mais uma: nunca tive pudor de defender meus pontos de vista nem o terei, e acho que você faz muito bem em fazer o mesmo. As plenárias sempre dão direito a voz a quem o pede.
Passe muito bem e volte sempre. Mas, de preferência, venha desarmado, ou não.

Edson disse...

Nicolau, ninguém comenta nada porque a discussão é inútil e os argumentos do Vlad são difíceis de rebater.

Ele pode ter sido infeliz e grosseiro na escolha de certas palavras, mas a partir do momento em que roqueiros precisam montar associações pra ganhar espaço é porque esses artistas perderam a batalha não contra "o sistema", mas pelo público, seja lá ele qual for.

Culpa do estado, da mídia ou dos donos de estabelecimentos? Bobagem, quando a coisa é boa e o público gosta todo mundo abre espaço e tenta ganhar o seu em cima e o sucesso chega, taí a Se Rasgum e mais recentemente a Me Achuta pra provar. Não ficaram chorando pelos cantos, acreditam em uma coisa, fazem bem feito e o público aparece porque tem coisa boa ali.

Agora a culpa é do Vlad e da RS se os os shows das tuas bandas reunem 20 pessoas?

Ah não, a culpa é do povão da periferia que é obrigado a escutar tecnobrega porque todo dia de manhã o Dinho aparece com uma arma e bota na cabeça da galera ameaçando atirar se o cara não comprar um ingresso da aparelhagem ou um CD pirata no camelô, não é?

Vai produzir coisa boa Nicolau, esse rock que tu defendes não tem espaço porque é uma merda, não por conspirações do universo ou por causa da opinião do Vlad.

Jayme Katarro disse...

Nicolau, na minha opinião acho que devemos sim divulgar o mesmo e uma resposta à altura. Aquilo que foi escrito na resenha é uma única visão, uma opinião. Infelizmente, a única que se chega numa grande revista como a RS falando sobre o festival, e é injusto que os leitores de outros estados pensem que essa "verdade" seja de fato o que aconteça na cena local.

Divulguei sua resposta (e uma breve opinião minha) para os meus contatos por eu me indignar com jornalistas que em poucas linhas, tentam "enterrar" um trabalho de décadas feita aqui. Como resposta, recebi vários e-mails de solidariedade (inclusive um do próprio Vladimir) e acho que se a questão foi mesmo causar polêmica, isso se conseguiu, cabe à nós agora reverter isso à nosso favor na medida do possível.

Vladimir Cunha disse...

Algumas coisas que eu gostaria que ficassem claras aqui:

1) O documentário sobre a cena tecnobrega de Belém, Brega S/A (o trailer pode ser visto em www.vimeo.com/1993239), não está "enchendo a minha conta bancária de digitos". Pelo contrário. Justamente por não ser feito com leis de incentivo e renúncia fiscal, já que não acredito que o Estado deva bancar o produto artístico de ninguém, uma idéia bastante difundida em Belém, é bom que se diga, eu e o Gustavo, que dirige o filme comigo, o estamos financiando do nosso próprio bolso. Todas as despesas com produção, cachês de técnicos de som e auxiliares, fitas, alimentação e tudo o mais que possa ser relacionado a uma produção desse tipo está saindo do nosso bolso. Portanto, não estou rico com o tecnobrega. Pelo contrário, estou gastando um bom dinheiro com ele, inclusive recusando outros trabalhos em São Paulo, onde moro atualmente.

2)Com relação a "criar polêmica" acho uma grande bobagem criticar o texto por esse viés. Me parece um mal de quem faz arte aqui em Belém ser refratário a qualquer tipo de crítica ou reflexão negativa sobre o seu trabalho. Tudo bem que aqui nunca existiu uma tradição de crítica musical séria, estando os artistas acostumados somente a matérias elogiosas nos cadernos de cultura dos jornais locais. Logo, se existe alguma voz discordante é mais fácil taxá-la de "polêmica" ou qualquer outro adjetivo que a desqualifica ao invés de refletir Se tem uma coisa da qual eu não preciso para continuar na minha profissão é polêmica, até porque ela não me beneficia em nada. Ainda mais polêmica envolvendo o rock paraense.

3)Talvez fosse a hora dos militantes do rock paraense pararem para pensar o que exatamente acontece com ele nos dias de hoje. Porque ele é um "zumbi", porque não conseguem massificar o seu produto, porque o "hype", que eu não acho que exista, gira em torno do tecnobrega, da guitarrada, do rap. Será que o rock paraense tem algo a oferecer de verdade? Se tem, porque será que ainda não aconteceu? A culpa é da distância e do isolamento? É do governo? De falta de lugar para tocar? Do público que não está nem aí? Existe, de fato, uma culpa? Com a palavra Macaco Bong, Los Porongas e Vanguart, bandas de lugares tão distantes e isolados quanto Belém.

4)Quanto ao Jayme, do mesmo jeito que ele tem o direito de me achar "o idiota do ano" por causa da minha resenha eu tenho o direito de manter tudo o que eu já escrevi sobre os Delinquentes em anos anteriores. Quem não entendeu a que texto meu sobre os Delinquentes o Jayme se refere, ele pode ser lido aqui: http://www.overmundo.com.br/overblog/o-heroi .

5) No mais, a minha opinião sobre a atual situação do rock paraense continua aquela expressa na resenha do festival Se Rasgum 2008.

Nicolau Amador disse...

comentários com ofensas pessoais não serã aceitos. sinto muito.

Nicolau Amador disse...

comentários com ofensas pessoais não serã aceitos. sinto muito.

Pedrox disse...

Desculpa, Nicolau...

Concordo que comentários com ofensas pessoais não devem ser publicados... Mas acho que você leva a querela com o Vlad para o lado pessoal (até com ofensas) quando estaria com a mão cheia de argumentos para criticá-lo apenas e tão somente pela opinião.

Eu também discordo quase que integralmente com a resenha do Vlad, mas não concordo com a forma agressiva como você a expôs.

Honestamente? Isso tá "Blog do Barata" demais.

Nicolau Amador disse...

Informações e opiniões:

1 - O site Overmundo, que emprega ou empregou Vladimir, é financiado por uma empresa pública, com renúncia fiscal. Mesmo países do primeiro mundo financiam ou subsidiam produções artísticas. Até os EUA, que hoje só socorrem bancos por uma “exceção” à livre iniciativa, já subsidiaram, durante pelo menos 70 anos, a sua produção cinematográfica. Mesmo os americanos têm associações e sindicatos fortes, que brigam por seus direitos. Veja o exemplo dos roteiristas de Hollywood, que até greve fizeram. Portanto, antes que a sociedade brasileira decida se o Estado deve ou não financiar produções artísticas, qualquer artista tem o direito de pleitear tais recursos. É, no mínimo, legal. Hoje em dia toda a produção cinematográfica nacional sobrevive com incentivos. O que dizer dos Titãs gravando documentário com patrocínio da Oi, através da Lei Rouanet?

2 – Definitivamente, a Se Rasgum não reza na minha “cartilha”, ou na cartilha da Pro Rock. O que não impediu que pudéssemos ser parceiros. Houve muita porrada antes que isso acontecesse, e considero isso um avanço.

3 – Não há análise crítica na resenha sobre o SR 2008. Não há uma linha sequer sobre qualquer banda que possa ser enquadrada no rótulo “rock paraense”. Logo, a frase de efeito traz claramente uma conotação sensacionalista, generalista. Não aceito crítica no “atacado”, genérica. Não informou adequadamente, nem baseou sua opinião. Foi um trabalho mal feito, no mínimo. Além de grosseiro, como já foi dito aqui. Desrespeitoso. Colocou todo mundo no mesmo “saco”. Mesmo a parceria com a Se Rasgum, que também é parceira de Vladimir, não impediu que o terceiro dia do festival, fosse simplesmente descartado, como se nunca tivesse existido. Acima da resenha lê-se: “19 e 20 de outubro”, ignorando o dia 21.

4 – Quem participou do seminário do FPMI este ano pôde saber como as bandas Macaco Bong e Vanguart tiveram apoio tanto do Estado quanto de associações comunitárias. Os Los Porongas tiveram pelo menos 6 meses de estadia em SP pagas pelo governo do Acre. O governo do Pará pagou uma passagem para que uma jornalista da RS pudesse vir ao festival SR 2008. Ela perdeu o vôo. Talvez o nosso governo ande fazendo é o investimento errado.

5 – Não acredito que o sucesso material diga algo de fato sobre a relevância de um artista e sua produção. Ainda que acredite que o desafio passe pelo mercado. Talvez interesse a quem decidiu se manter no estado entender melhor a nossa realidade e o que determina o sucesso ou o fracasso das nossas iniciativas. Para quem vive em SP talvez os desafios sejam outros.

6 - Não creio que tenha sido tão grosseiro ou ofensivo com o Vlad quanto o texto dele pode ter sido (inclusive com a inteligência alheia). Pedrox, se você visse os comentários que tive que moderar, saberia do que estou falando.

Nicolau Amador disse...

ops. claro que foi 19 e 20 de setembro.

Anônimo disse...

Acho que, muitas vezes, por culpa dos próprios músicos e produtores das bandas paraenses estamos realmente regredindo em certos aspectos. Críticas sempre existirão, mas olhar pro umbigo e reconhecer erros é mais difícil do que rebater à torto e à direito o que disse sem lá quem.
Nunca vi num show de technobrega, uma banda de rock paraense autoral. Nunca vi nenhum convite para uma banda de rock autoral participar de festas de aparelhagens. Por esse motivo não entendo o porquê de se tirar o rock do "Se rasgum" e contar com participações no mínimo "estranhas" à esse movimento. Isso somente fortalece opiniões imbecis como a desse famoso sei lá quem, pois parece uma alternativa de buscar público onde o rock não tem. Acredito na diversidade cultutal paraense, mas acho também que o rock é um movimento que tem força própria e não precisa se apadrinhar para movimentos destoantes.
Espero que minhas palavras sejam compreendidas, pois faço parte do movimento rock e sei do que estou falando.
Não quero alimentar polêmica sobre a opinião desse senhor, quero somente que melhoremos, e perceber os erros é o primeiro passo para que acertemos.
Obrigada!
Viva o Rock Paraense!
Que se foda o resto!
Patrícia

Nicolau Amador disse...

Caro Edgar,

Sou obrigado a fazer com você o que, na minha opinião, o editor do Vlad deveria ter feito com a resenha do festival. Monte seu blog, peça a palavra nas plenárias ou mande um email para nicobates@yahoo.com . Quem sabe o papo avança. Aqui você joga o jogo segundo as regras do jogo. Não precisamos de mais um polemizador inconseqüente.

Nicolau Amador disse...

Caro Marcelo Autobahn,

Obrigado pelo apoio mas você pegou pesado no vocabulário com o Vlad. Vamos deixar quieto.

Nicolau Amador disse...

Vlad,

Obrigado por oportunizar essa reflexão torta. Espero que você seja mais polido da próxima vez, pelo menos. E tenho uma sugestão: se concentre no Brega S/A que vai ser um bom trabalho, tenho certeza, e vai dar retorno ao seu investimento. Enquanto isso, você poderia liberar (por um preço justo, é claro) algumas imagens do doc sobre o Suzana Flag para um vídeo promocional sobre o disco novo da banda. Depois a gente conversa, eu, você, o Joel e o Gustavo sobre créditos, co-autoria, autorizações, direitos autorais e participações no documentário se ele vier a ser realizado. Desse modo você se mostra tão virtuoso e sensível quanto na matéria sobre os Delinqüentes no Overmundo. È brincadeira, mas é sério!

Nicolau Amador disse...

Caros amigos,

Obrigado pela participação, apoio, críticas, sugestões etc. Pelas que foram postadas aqui e as que chegaram por email, MSN, Orkut, Fotolog (www.fotolog.net/suzana_flag), celular etc. Perdão por essa desgastante polêmica. Todos podem acompanhar nesse blog, na minha produção nos jornais, na minha participação nos evento públicos, manifestos etc os meus posicionamentos sobre essas e outras questões. Meu trabalho como produtor e artista não é isento de críticas, mas é transparente o suficiente para seus julgamentos, me afetem ou não.
Uma ultima informação: a perda do vôo pela jornalista da RS muito provavelmente não foi culpa dela.
Passemos à próxima página. Pois tenho certeza que todos temos muito trabalho a fazer.

Cordialmente,
Elielton Nicolau AMADOR
Belém – PA

Anônimo disse...

Bom, não sou jornalista,não escrevo como tal porém nao posso deixar de concordar com o Vladimir. Belém, infelizmente, não uma cidade "do rock". As bandas não são boas. Difícil ir pra um show e assistir Suzana Flag, Stereoscope (desculpa, nao moro mais aí e não sei quais as outras bandas mais existentes) e realmente se empolgar. Não como se empolgaria como o próprio Norman Bates, Delinquentes. E ter que aceitar que se faça um "Charque side of The Moon" é um tanto quanto constrangedor. O pior é ver que em Fortaleza (a terra do forró) existem festivais de rock que recebe bandas internacionais (bad religion, etc.) e que em Belém, a metrópole da Amazônia, isso seja impossível de acontecer.

Força pro rock paraense, por que ele ta precisando. Muito.

Zumbi Jayme disse...

Caro anônimo (o último em questão). Das várias respostas que recebi ao divulgar essa infeliz e falsa resenha (porque não condiz com a verdade e sim com uma única opinião), uma me chamou a atenção.

Foi de uma pessoa que mora hoje em Sampa. Ele não é de banda, mas vai em muitos shows lá e diz no e-mail o que muitas pessoas me falam: que o nosso som não deve nada ao som de fora. O que falta aqui é oportunidade, coisa que um colaborador de uma revista grande não nos dá.

Ele (o amigo de sampa) também diz que lá, assim como tem muitas coisas boas, também tem muita merda, e shows em locais que nem dá para imaginar de tão precários e pequenos, além de serem para públicos pequenos (lógico que não me refiro aos grandes festivais).

Por fim ele termina o e-mail pedindo para mandarem gentilmente o Vladmir "venerar o luxo do lixo" (para quem não sabe, esse é um trecho de uma música que era do Norman Bates na época em que a banda tinha o Vladmir como baixista).

Nicolau Amador disse...

Caros,
um outro anonimo veio aqui e deixou uma mensagem que eu deveria ter publicado, mas não sei o que aconteceu com a mensagem que na hora que moderei junto com o outro comentário, só "veio" uma das duas mensagens. Curioso que era justamente uma mensagem que alogiava o caráter democrático do blog, rsrsrsrs.
Caro anonimo, desculpe pela falha "mecânica/eletrônica" e fique a vontade para postar de novo.

Abs.

Anônimo disse...

eu vou em vários shows, tem banda que eu gosto e outras que eu não gosto. já morei em estados mais desenvolvidos e era a mesma coisa. só que lá fora tem muito mais bandas desconhecidas que aki. isso é assim mesmo.

aki tem banda de rock muito boa, sim, o cara q escreveu na RS é q não sabe, oras.

o q ele precisa é se informar, antes de querer ser jornalista nesta área. o mínimo q eu espero de um profissional é q ele zele pela qualidade do seu trabalho. no caso de um jornalista, isso inclui manter-se informado.

ele tá por fora, é só isso, é simples.

a tal revista lá contratou um mané pra escrever sobre o serasgum.
Acontece...

o rock é assim mesmo. sempre tem um querendo dizer que ja morreu, que as bandas não prestam, que é um zumbi...
o rock paraense acabou, não é mesmo?
só se foi quando o dia clareou...

Anônimo disse...

esse cara não é um que escreveu, choroso e macambúzio, q Belém precisava ter uma banda como a Cansei de Ser Sexy?

é sério, galera, parem de rir. ele escreveu mesmo isso no liberal, procurem no google. e tava choroso e macambúzio, sim.
eu vi, ninguém me contou.
e vcs acham que um jornalista que escreve que uma cidade "precisa ter" uma banda como outra que já existe, pode ser levado a sério?
não é muito ser... cansado?

Anônimo disse...

amigos,
estou à procura de um baterista, para completar uma banda que estou montando, chamada "Zumbi Que Se Arrasta".
Só rock: porrada, distorcido e divertido.
Candidatos, postem comments com seus e-mails ou telefones aqui no blog, que eu entro em contato!!!
abraços roqueiros em todos!
Maluco

Anônimo disse...

"Aos poucos, o rock paraense, esse zumbi que ainda se arrasta pelos subterrâneos da cidade, vai dando lugar a sonoridades e misturas bem mais interessantes. Ainda bem. "

ainnnnn, que bunda-mole....

Anônimo disse...

A primeira coisa que uma banda tem que saber é receber críticas, sejam elas construtivas ou destrutivas. Se fosse alguem de nome nacional como o Miranda ou aquele irmão do Herbert Viana, ninguém tava se mordendo desse jeito. Pelo contrário, iam concordar e baixar a cabeça. Deixai-vos de ser pequeno e aprendei-vos a fazer música que preste para, assim, ter o direito de reclamar. Se isso não acontecer, vao ser taxados de zumbis ou, quem sabe, outro ser desses que nao sabe que está morto mas perambula pelas noites infrutíferas e sem rock da cidade das mangueiras.

abraço a todos.

ah, Delinquente rulez!!

Doidera disse...

Ninguem parou pra pensar que o público de belém seja uma bosta e que espera as coisas aparecerem em sao paulo, rio, recife para poderem apreciar? bem que, em vez do se rasgum, poderia ressurgir festivais como, rock 6hrs, né? daí essa musiquinha enlatada indie (palha pra caralho) daria lugar ao rocknroll de verdade e nao teria que apelar pro technobrega, carimbó etc. Torcendo para que nosso Punk, hardcore, heavymetal trash ressurja,

abs

Hugo Cézar disse...

Aproveitando a deixa, espero que não aconteça com o Se Rasgum, o que tá acontecendo com um dos maiores festivais do Brasil, o Goiânia Noise.
Se perde cada vez mais trazendo um kilo de bandas gringas e deixando de lado os artistas daqui, bem como toda aquela filosofia da chamada "cena independente".
Muita gente gosta, claro. Quem não gostaria de ver a banda que nunca ia imaginar ver na vida? Mas convenhamos, um festival como esse que recebe 200mil reais de edital do poder público, dos quais umas piscadelas saíram do bolso de cada um de nós, que seria pra apoiar e fomentar a cultura "da terra", trás bandas e mais bandas de fora. Realmente não dá pra entender.