sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Só uma idéia no coletivo

Quem anda de ônibus em Belém sabe que existe um exército de jovens e velhos oradores que vendem de tudo: poesias impressas ou faladas, balas e sovertes, fé e algumas canções. A maioria é educada, pede licença, desculpa-se pelo incômodo, deseja bom dia aos passageiros e agradece pela contribuição ou a simples atenção. Isso já faz da cultura de quem anda de ônibus. Reparei nisso outro dia durante o discurso de uma adolescente. Depois da exposição exemplar, ela tirou uma bala do saco, enfiou na boca e jogou o papel no chão. Pensei que esses pequenos "empreendedores" aprendem até onde eles consideram necessário para seu ganha pão. Mas não tem uma noção mais ampliada de educação, é algo "utilitário". O próprio passageiro chupa a bala e joga a embalagem pela janela. Talvez o Detran ou a CTBel pudessem capacitar parte desses oradores exemplares e educá-los para programas educativos dentro dos coletivos. Receberiam mais, teriam uma educaçao mais qualificada e seriam ótimos facilitadores/multiplicadores. Alguns deles têm realmente talento pro negócio.

4 comentários:

Hugo Cézar disse...

Curioso esse post, porque ontem mesmo (23) presenciei uma grande demonstração da qualidade que alguns desses empreendedores tem.
Um cara que foi super-educado, soube vender o produto e sem chatear os passageiros (o que muitas vezes é comum de acontecer). Nesse caso, ele fez bem-feito o seu papel de cidadão preservando o ambiente. Esse tinha talento.

Tânia disse...

Oi mano!
Achei a idéia boa, mas será que choca com o estatuto da criança (mesmo em que pese, que elas já estão trabalhando...bom, contradições sociais). Mas seria, inclusive, uma boa forma de educação.

Beijos!

Nicolau Amador disse...

Tânia,
adolescentes podem trabalhar como aprendizes se os direitos e carga horária estabelecida forem respeitados. Eles poderiam fazer o trabalho em equipe acompanhado de outros "artistas" que já circulam pelos coletivos. Enfim...

Nicolau Amador disse...

Tânia,
adolescentes podem trabalhar como aprendizes se os direitos e carga horária estabelecida forem respeitados. Eles poderiam fazer o trabalho em equipe acompanhado de outros "artistas" que já circulam pelos coletivos. Enfim...